Trompetista renomado faz palestra para alunos do Curso de Regência

Com atuação destacada em orquestras, bandas sinfônicas e junto a artistas da MPB, o compositor, arranjador e trompetista Gilson Santos vai transmitir sua experiência aos alunos do Curso Online de Introdução à Regência, neste sábado (18)

Com ampla experiência na liderança de bandas sinfônicas, o compositor, arranjador e trompetista Gilson Santos entende as bandas de música como a verdadeira identidade cultural do Brasil. “É através dela que muitas cidades e instituições são representadas perante o público”, afirma o profissional, que possui diversos arranjos e composições para banda sinfônica, música de câmara, orquestra sinfônica e bigband. Este vasto conhecimento faz parte da palestra que Gilson Santos irá apresentar aos alunos do Curso Online de Introdução à Regência, neste sábado (18/09), das 13h às 17h.

Com o tema “Iniciação a Transcrições e Arranjos para Música de Câmara ou Banda, a partir de Partituras Cifradas de Songbooks ou Redução para Piano”, a aula terá transmissão pela plataforma Zoom para 330 alunos de 24 Estados brasileiros, selecionados por meio de Edital lançado no site da Estação Conhecimento de Serra. Considerando-se os alunos de docentes matriculados, indiretamente a formação vai contemplar cerca de 6,5 mil estudantes em todo o Brasil.

Iniciativa do Instituto Cultural Vale, o Curso Online de Introdução à Regência integra o Programa Vale Música e é destinado a estudantes de música, professores, músicos, regentes de bandas, orquestras, corais e grupos de jazz, entre outras formações musicais. Todas as atividades são desenvolvidas de forma remota, com a participação de regentes e musicistas de projeção internacional.

Mestre em música e Bacharel em trompete pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio), Gilson Santos iniciou seus estudos na Banda da Escola Técnica Estadual Henrique Lage e na Banda Sinfônica do Colégio São Vicente de Paula, na cidade de Niterói (RJ), sob a orientação do maestro Josué Moreira Campos. Em 2000, foi aprovado no concurso para a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, onde atua há nove anos como arranjador e compositor residente.

Para o professor, a realização do Curso de Introdução à Regência do Programa Vale Música é importante para a formação de novos regentes e para a valorização da cultura musical. “Ter instituições preocupadas em resgatar a cultura musical através das bandas de música muito me emociona. Capacitar novos músicos para se tornarem maestros é, sem dúvida, uma ação de muita relevância para a reconstrução de um país onde essa cultura foi deixada de lado por muitos anos. Essa capacitação pedagógica desses novos regentes nos traz esperança de novos ares musicais num futuro próximo”, comenta.

Na sua palestra, Gilson Santos pretende aproveitar músicas que são encontradas facilmente na Internet, com linha melódica e cifra, e mostrar aos alunos possibilidades de adaptação e/ou orquestração por parte do maestro, de forma a atender as necessidades do regente. “Ao utilizar uma música cifrada, podemos eliminar o conhecimento aprofundado em harmonia (que muitas vezes é o maior problema enfrentado pelos músicos) e deixar para o maestro a responsabilidade de fazer a distribuição das vozes da harmonia para os naipes de instrumentos da banda. Sabemos que este assunto é complexo e que este curso não vai formar novos compositores ou arranjadores, mas certamente dará o pontapé inicial para os maestros iniciarem essa atividade ou resolver questões de repertório de forma rápida, objetiva e funcional”, ensina.

Biografia

Natural da cidade de São Gonçalo (RJ), Gilson Santos estudou arranjo com Marcos Feitosa, Luís Filipe de Lima, Marcelo Amazonas, Gabriel Improta e Célio Murilo, e estuda orquestração com o maestro Guilherme Bernstein, na UniRio. Escreveu diversos arranjos para grupos de trompete. Em 2009, compôs sua primeira peça para esta formação, “Seventy Spring’s”, apresentada pela primeira vez no Encontro Internacional de Trompetistas, em Salvador (BA).

Foi professor de trompete da tradicional Escola de Música Villa-Lobos. Atua no mercado de musicais de teatro há 20 anos, fazendo parte das principais montagens da cidade do Rio de Janeiro como trompetista e preparador de atores/instrumentistas de sopros. Realizou gravações com nomes consagrados da MPB, como Gilberto Gil, Luiz Melodia, Caetano Veloso, Diogo Nogueira, Blitz, Almir Guineto e Egberto Gismonti, além de participar de trabalhos com escolas de samba, musicais de teatro, trilhas sonoras para TV e cinema.

Por cinco anos, foi trompetista da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem e da Orquestra Sinfônica David Machado (Campos dos Goytacazes – RJ). Atualmente é trompetista da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro e da Orquestra Rio Sinfônica. É convidado frequentemente a atuar junto à Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica Nacional (UFF) e Orquestra Petrobras Sinfônica (como arranjador).

Em 2016, obteve a primeira colocação no concurso de composição Trombonanza, com a peça “Ijexá”, para octeto de trombones. Já em 2017, obteve a primeira colocação em três categorias no mesmo concurso: Composição para Quarteto de Tubas, Instrumento Tuba e Piano e na categoria Arranjador, para grande conjunto de LowBrass. Em 2018, venceu o concurso de Arranjo Jazz Sinfônico, realizado pela Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia.

Em 2019, teve sua suíte sinfônica “Mar que Fala Português”, para banda de concerto, estreada em Figueira de Foz, Portugal, pela Banda Sinfônica da Armada Portuguesa. Em novembro do mesmo ano, a obra recebeu o segundo prêmio do concurso SMP Press Competition Contemporary and Sacred Music, promovido pelo site Sheet Music Plus – Hal Leonard.

Em 2020, conquistou o primeiro prêmio do concurso de composição de música contemporânea Smp Press – Edition Peter, com a peça “Sagres – Symphonic Overture”, para Banda de Concerto. A composição foi apresentada pela primeira vez em maio de 2021, em Lisboa, pela Banda da Armada Portuguesa.

O Curso

O Curso Online de Introdução à Regência tem coordenação do Projeto Vale Música Serra e o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo. A formação terá um total de 200 horas, sendo 120 horas síncronas, por meio da plataforma de videochamada Zoom, e 80 horas assíncronas, com atividades preestabelecidas no AVA – Google Classroom. Os componentes curriculares do curso serão divididos em 30 encontros, realizados sempre aos sábados, das 13h às 17h.

Para a gerente do Instituto Cultural Vale, Christiana Saldanha, o Curso Online de Introdução à Regência está em consonância com a estrutura pedagógica do Programa Vale Música e com o papel da instituição no processo de democratização do acesso à cultura e do fomento da arte. “Desde 2019, quando foi criado, o Programa Vale Música está em constante evolução. O curso de Regência do Vale Música, modalidade inédita no Programa, se junta a outras categorias de formação para possibilitar novas possibilidades aos músicos, reflexo de nossa busca incessante pelo aperfeiçoamento”, destaca Saldanha.

Dúvidas e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]

SOBRE O INSTITUTO CULTURAL VALE:

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 150 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), C entro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: www.institutoculturalvale.org.

 SOBRE O PROGRAMA VALE MÚSICA:

Desde o início dos anos 2000 a Vale cria oportunidades para estudantes participarem de formações musicais e desenvolverem seus talentos nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul. Em 2019, a empresa criou o Programa Vale Música, uma rede colaborativa de ensino e aprendizagem composta pelos projetos musicais dos quatro estados e as maiores orquestras do país. Ao todo, a rede envolve mais de 240 profissionais e mais de 1.000 estudantes. São parceiras do Programa Vale Música a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Ouro Preto, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, a Nova Orquestra e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, patrocinadas pelo Instituto Cultural Vale por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

SOBRE O PROJETO VALE MÚSICA SERRA:

Iniciativa do Instituto Cultural Vale, o Projeto Vale Música Serra atende 200 alunos, de 07 a 29 anos, na Estação Conhecimento de Serra, em Cidade Continental, e 70 alunos, de 07 a 11 anos, no Núcleo do Vale Música no Parque Botânico Vale, em Vitória. O projeto conta com diversos grupos artísticos como a Orquestra Jovem Vale Música, a Camerata Jovem Vale Música, a Vale Música Jazz Band, a Banda Sinfônica Vale Música, o Coral Infantil Vale Música e o Coral Jovem Vale Música, que se apresentam em eventos na Grande Vitória e demais regiões do país. Durante o período da pandemia do novo coronavírus todas as atividades estão sendo desenvolvidas de forma remota.

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